sexta-feira, 10 de julho de 2009

Que bela visão, provavelmente seja uma rodeio, um tiro de laço, motivos não faltam..

Um churrasco não tem hora, basta um gaúcho , uma racha de lenha, uma trempa e tá feito o reboliço.
Um típico galpão de estância, onde a pionada após a lida campeira, senta em volta do fogão de lenha pra conta causo, tomar um chimarrão bem quente, tocar uma gaitabem chorada e pençar no próximo baile.
Este rancho de peão tem tudo o que ele precisa, um violão, uma gamela de pão com queijo, uma mateira guardando os apetrechos do amargo e outras coisitas buenas que lembram os pagos queridos.
Olha a pintura deste animal, o pingo é para nós gaúchos como um ente da família, gaúcho sem cavalo é como quero-quero sem gritar, falta um uma parte do nosso corpo.

Este é o acampamento Farropilha, o qual me orgulho e ajudei a criar, muitas noites de poncho molhado, barro vermelho até o joelho e luta para ficarmos neste canto.


Nosso amor pelos pagos , pela pátria sulista nasce em nosso peito já no ventre da mãe velha, somos ensinados na tradição dos antepassados farropilhas, dizem que temos o snague dos grandes cavaleiros do passado.

Churrasco, bom chimarrão, fandango trago e mulher é disso que o gaúcho gosta e isto que mantemos em nossos corações, é isto que nos faz diferentes, amamos as nossas tradições, imagina uma faca bem afiada, um arroz com carne de charque, uma salada de alface com batata e dele gaita na costela.
Aqui, toda gachada hermanada em prol do ideal farropilha, onde nossa chama jamais se apagará, nosso povo é assim solto das patas e valente, luta até o último toco de adaga.

O peão trata o animal antes mesmo de si, além de ser nosso maior parceiro na lida, é uma relação de amor à natureza e o mais belo exemplo de amizade.

De madrugada, a pouco o galo cantou , mas o peão já tá na lida, este local reproduzimos uma verdadeira estância, com tiro de laço, cancha reta, bocha e muito baile.